É pandemia de COVID-19 de um lado e vírus H3N2 do outro. O medo dos ribanenses em adquirirem a nova cepa da gripe Influenza A fez o estoque de medicamentos zerar nas farmácias da cidade, onde a previsão de retorno às prateleiras é só para meados de janeiro.
O Portal de Notícias Bananal Online ligou para algumas das principais farmácias do município e todas elas foram unânimes: não há comprimidos de Tamiflu, por exemplo, disponíveis para venda. Nem a versão genérica, mais “baratinha”, entre R$250 e R$ 260, é possível ser comprada.
A caixa com o medicamento “original”(contendo 10 comprimidos, 75 mg cada) sai nada menos do que R$ 305, em média. Para contextualizar, o Tamiflu é um antiviral que age no bloqueio da
multiplicação e ações dos vírus da gripe Influenza A e B.
Porém, é importante alertar que o uso do medicamento só é válido mediante apresentação de prescrição médica. “Realmente não está tendo. Tem muita gente que liga ou vem presencialmente
comprar o Tamiflu. Inclusive, estamos sem o produto em nosso estoque”, disse o farmacêutico Dimas Capelini Vaneli, há 20 anos na profissão e que trabalha na Farmácia Medfarma, localizada na Avenida 14 de Setembro, no bairro Santo Antônio.
Explicou ainda que outros remédios bastante procurados para gripe, como Coristina D, Benegrip e Vitamina C, além de xaropes, também estão em falta. A previsão é que o Tamiflu só volte a ser
fabricado após o dia 10 de janeiro, já que a indústria está em recesso.
Mesmo com as duas infecções vigentes(Covid-19 e agora a gripe), muitas pessoas deixaram de utilizar a máscara e já vivem a normalidade, mesmo não sendo essa a atitude orientada pelos órgãos de saúde.
O Espírito Santo já registrou casos da variante, por isso vale o alerta para que os cuidados sejam reforçados agora no verão, principalmente nas praias, onde muitas famílias já estão passando férias.