Um jovem de 23 anos foi preso na tarde de ontem com todos os equipamentos fotográficos roubados nas falésias da Praia de Mãe-Bá, em Anchieta, no mês de setembro do ano passo.
A polícia chegou até ele, após o jovem anunciar em um site de vendas na internet, lentes dos fotógrafos.
Agentes da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) de Guarapari, juntamente com Policiais Militares do setor de investigação do 10º Batalhão da PM, marcaram encontro para a compra do equipamento, e prenderam o rapaz.
“Recebemos informações de que os bens estariam sendo comercializados em sites de revendas na internet. Nós tomamos providências, afim de tentar encontrar os objetos. Nosso policial, se dirigiu até o local para a compra de um item fotográfico. De posse desse item, conseguimos ir até a residência do conduzido, onde encontramos todo o material, além de pulseiras e cordões em ouro”, explica o titular da delegacia, o delegado Marcos Nery.
O crime aconteceu no dia 07 de setembro de 2017. Os fotógrafos, que preferiram não ter o nome revelado, estavam fotografando uma estudante de 15 anos, moradora de Cariacica, mesma cidade dos profissionais.
Na época, eles pararam nas falésias, apenas para fazer alguns cliques, já que o ensaio fotográfico estava marcado na Praia dos Padres. Dois homens armados que estavam à pé levaram quase R$ 100 mil em equipamentos fotográficos, joias, celulares, roupas e o carro da fotógrafa.
O veículo foi encontrado 20 dias depois, e todo o equipamento fotográfico foi recuperado ontem. O delegado explica que o crime é investigado pela Polícia Civil de Anchieta, e que houve cumprimento de mandados de busca e de prisão dos possíveis autores.
“Pessoas já estão presas em virtude do inquérito. Não é possível definir se ele (Heitor), apenas praticou o crime de receptação, ou se teve participação no roubo. Os dados obtidos através do celular dele, vimos que ele trabalha com isso, comprando e revendendo objetos”, afirma o delegado.
A Polícia Civil também encontrou joias na casa do detido.
Pulseiras e cordões de ouro também foram encontrados na casa do jovem que comercializava os equipamentos fotográficos roubados. O delegado esclarece que quem reconhecer algum objeto de ouro roubado, pode procurar a delegacia para comprovação e restituição do bem.
O jovem não possui passagens, e segundo o delegado, a princípio será autuado por crime de receptação, e será investigado se teve participação na divisão de tarefas.
Orientação. O titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) de Guarapari, Marcos Nery, frisa a participação da sociedade para a prática do crime.
“Orientamos a sociedade à prestar mais atenção na compra desses objetos. O que fomenta o crime, o roubo, o furto, são as pessoas que compram esses objetos. Então, se os objetos estão com preço abaixo do mercado, e se não há nota ou comprovação de origem, é golpe. A pessoa tem que entender que esse objeto vem manchado de sangue. Ela colabora com o crime e pode ser presa também”, completa o delegado.











