Jaguaré conhece seu terceiro prefeito, um ano após a eleição

Ruberci Casagrande (DEM), que estava interinamente à frente da prefeitura desde abril, foi cassado ontem por decisão da Câmara Municipal

O presidente da Câmara, João Vanes dos Santos (SDD) assumiu nesta quarta-feira a prefeitura
O presidente da Câmara, João Vanes dos Santos (SDD) assumiu nesta quarta-feira a prefeitura

Os municípios do Espírito Santo ainda vivem o primeiro ano de mandato dos atuais prefeitos, eleitos em outubro do ano passado. Porém, uma cidade específica, no Norte do Estado, neste curto espaço de tempo já está conhecendo o seu terceiro prefeito: Jaguaré.

Na tarde desta quarta-feira (18), a Câmara Municipal decidiu por maioria dos votos cassar o mandato do prefeito interino Ruberci Casagrande (DEM), que desde abril ocupava o comando do Executivo no lugar de Rogerio Feitani (PMN), eleito em 2016, mas que foi afastado do cargo por suspeita de fraudar licitações e processos seletivos.

Casagrande, por sua vez, caiu acusado de utilizar veículos e maquinários da prefeitura em proveito próprio e de terceiros, e de ordenar despesas indevidas com verba pública. Coube ao presidente da Câmara, João Vanes dos Santos (SDD), o Geovane, assumir nesta quarta-feira a prefeitura.

“Os vereadores seguiram meu parecer e votaram pela cassação. De oito supostas denúncias, quatro foram comprovadas e julgadas procedentes no meu relatório e a Câmara acompanhou”, disse o relator da CPI que investigava Casagrande, Gustavo Sossai (PMN).

OUTRO LADO

A defesa do prefeito cassado prometeu recorrer e disse, por sua vez, que a CPI não respeitou ordem judicial que impedia a realização da sessão. Segundo o advogado Lucas Santos, seu cliente estava de atestado médico por causa de problemas cardíacos.

“Nenhum fato apontado na denúncia é de atribuição de Ruberci Casagrande. Além de outros abusos, a comissão sequer respeitou o comando judicial por ocasião de mandado de segurança, que assegurava e impedia que a sessão foi realizada sem que pudesse cumprir os requisitos legais”, diz.

Já o relator disse que Casagrande vinha apresentando atestados para atropelar a CPI e que a decisão judicial mandava ele se apresentar à Comissão após alta hospitalar ocorrida no dia 11, o que não aconteceu.

Fonte: Gazeta Online

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