
Polícia Civil enquadra três suspeitos por crime ambiental e destaca que a vítima é a própria sociedade
Três jovens moradores de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo, foram indiciados pela Polícia Civil por crime de maus-tratos a animais, após a divulgação de um vídeo com cenas de crueldade contra porcos em um chiqueiro na zona rural do município. O caso gerou repercussão nas redes sociais e causou indignação entre moradores da região.
O vídeo começou a circular no dia 2 de maio e mostra dois dos indiciados maltratando os animais, enquanto um terceiro grava as cenas. O conteúdo foi publicado no Instagram e rapidamente viralizou. Em resposta, a Polícia Civil abriu investigação e registrou um Termo Circunstanciado no dia 9 de maio na Delegacia de Marilândia.
Os jovens identificados são Antônio Gerlin Neto, Luiz Phelipe Martins Stoffel Marinho e Rian da Penha Rigoni. De acordo com a investigação, Antônio e Luiz Phelipe aparecem nas imagens cometendo os maus-tratos, enquanto Rian teria sido o responsável pela filmagem e divulgação do conteúdo, sendo enquadrado por participação no crime.
O inquérito é baseado no artigo 32 da Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais e maus-tratos a animais, e também no artigo 29 do Código Penal, que prevê punições a quem colabora com a prática criminosa, mesmo que não a execute diretamente.
A sociedade foi apontada como vítima formal do caso, uma vez que crimes ambientais impactam o bem-estar coletivo. O caso segue em investigação e os três jovens poderão responder judicialmente.
A Polícia Civil reforça que maus-tratos a animais são crimes graves e que a população pode denunciar esse tipo de conduta de forma anônima, contribuindo com o trabalho das autoridades.











