Justiça autoriza liberação dos corpos de Joaquim e Kauã para sepultamento

Advogada da família saiu do Fórum de Linhares por volta das 15 horas desta quarta-feira (9) com a autorização judicial nas mãos.

A advogada Thayce Aksacki, que representa a família da pastora Juliana Salles, mãe dos meninos Kauã, de 6 anos, e Joaquim, 3, mortos num incêndio dentro de casa no centro de Linhares no último dia 21 de abril, saiu do Fórum Desembargador Mendes Wanderley, no bairro Três Barras, por volta das 15 horas desta quarta-feira (9) e informou que o juiz deu a sentença que dá direito da família registrar o óbito tardio das crianças, trâmite que faltava para que a funerária pudesse buscar os corpos que ainda permanecem no Departamento Médico Legal de Vitória.

Do Fórum de Linhares, a advogada seguiu para o 12º. Batalhão da Polícia Militarm, no bairro José Rodrigues Maciel, para pedir escolta para a pastor Juliana e familiares. “Queremos resguardar tanto ela como os familiares”, reforçou. Thayce informou à imprensa que que não haverá velório e não quis dar informações sobre o sepultamento. “Vamos tentar de certa forma que seja de ‘portas fechadas’”.

Ela levará a sentença do juiz ainda nesta tarde à funerária contratada pela família para que os corpos de Kauã e Joaquim sejam buscados em Vitória. Ela acredita que o traslado seja feito ainda nesta quarta-feira (9).

Pastor não vai a velório

O pastor George Alves, que está preso desde o dia 28 de abril no Centro de Detenção provisória de Vianna II, não vai ao enterro dos meninos Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e Kauã Sales Burkovsky, de 6 – mortos em um incêndio na madrugada do dia 21 de abril, numa residência no centro de Linhares. A advogada da família Taycê Aksacki informou que a defesa não entrou com o pedido para o pastor ser liberado para participar do sepultamento do filho e do enteado porque teme pela integridade física dele. “Nosso cliente vai passar pela privação de não poder enterrar o filho”, lamentou a advogada.

Pastora quer escolta

A advogada revelou que a defesa vai entrar com um pedido de escolta na Polícia Militar para que a pastora Juliana Salles, mulher do pastor George Alves, participe do sepultamento dos filhos Joaquim e Kauã com mais segurança. A mãe dos meninos tem recebido ameaças. De acordo com a advogada, não há confirmação do local do enterro e é provável que não tenha um velório. “Temos medo da reação das pessoas por causa da reprecussão do caso. O enterro não pode ser aberto, será necessário todo um cuidado.”

Com informações do portal Gazeta Online.

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