Kim Jong-un quer converter Coreia do Norte na maior potência nuclear

Secretário de Estado disse que EUA estão dispostos a negociar sem condições prévias

Kim Jong-un
Kim Jong-un / Foto: Reprodução/Web

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu converter o país na potência nuclear mais forte do mundo, disse a agência estatal KCNA nesta terça-feira. Também nesta terça-feira, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, declarou que os Estados Unidos estão dispostos a negociar com o país asiático sem condições prévias. No dia 28 de novembro, Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de alcançar os Estados Unidos.

Segundo a KCNA, Kim declarou que o seu regime avançará vitoriosamente e se tornará a potência nuclear e militar mais forte do mundo, num discurso para trabalhadores de seu programa balístico. Pyongyang segue testando mísseis cada vez mais poderosos enquanto os Estados Unidos mobilizam a comunidade internacional para impor fortes sanções econômicas e diplomáticas ao regime de Kim Jong-Un.

Tillerson acrescentou que a campanha americana de pressão econômica e diplomática sobre o regime norte-coreano continuará até que “caia a primeira bomba”, mas defendeu uma negociação sem condições prévias, ao contrário do que o país vinha defendendo até agora. O secretário de Estado acrescentou que se as sanções e a diplomacia falharem e o Exército dos Estados Unidos se vir forçado a agir será um fracasso pessoal.

— Estamos prontos para ter a primeira reunião sem condições prévias — disse Tillerson durante entrevista coletiva em Washington. — Não é realista dizer: “Só vamos falar com vocês se vierem à mesa de negociações prontos para abandonar seu programa nuclear”. Vamos nos encontrar e discutir o clima, se quiserem, ou se a mesa deve ser quadrada ou redonda, se isto lhes der prazer.

O secretário de Estado destacou que Washington simplesmente não pode aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares e que o presidente Donald Trump pretende garantir que não tenham armas nucleares capazes de atingir as costas dos Estados Unidos. Trump prometeu em novembro que seu governo endureceria as sanções contra o regime norte-coreano, depois inclusão do país na polêmica lista de Estados financiadores do terrorismo. Desafiando as sanções da ONU e a condenação internacional, a Coreia do Norte disparou dois projéteis sobre o Japão. Em 29 de novembro, o país fez um teste disparando um míssil balístico internacional, o mais avançado até o momento, capaz de alcançar os Estados Unidos.

Após uma visita incomum ao país asiático, o subsecretário-geral de Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, fez um alerta para a possibilidade de um grave erro de cálculo, que poderia desencadear um conflito com a Coreia do Norte, ao mesmo tempo que pediu a Pyongyang que mantenha os canais de comunicação abertos. A viagem de quatro dias de Feltman a Coreia do Norte, a primeira de um diplomata de alto nível da ONU desde 2010, começou menos de uma semana depois do anúncio de Pyongyang sobre o teste de um novo míssil balístico capaz de alcançar o território dos Estados Unidos.

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