Levantamento da Conab aponta para safra recorde de café em Rio Bananal

Rio Bananal vai ter uma colheita record afirma consultores e produtores rurais.

Em Jaguaré e São Mateus, entretanto, entidades que atuam no segmento estimam que a produção deste ano ainda ficará aquém de safras registradas antes da severa crise hídrica que atingiu o Estado nos últimos três anos.

Rio Bananal-ES: As condições climáticas são favoráveis ao produtor rural ribanense. Com muita chuva proporciona um melhor desenvolvimento para os grãos. A expectativa entre corretores e produtores rurais é que este ano seja uma colheita superior a da safra de 2014.

O Brasil terá a maior produção de café da sua história. É o que confirma o segundo levantamento da safra 2018, apresentado nesta quinta-feira (17), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A quantidade total deve ficar em 58 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos. O crescimento apontado é de 29,1% em relação à safra passada, que alcançou 44,9 milhões de sacas.

A quantidade total engloba os cafés arábica e conilon. Com relação ao arábica, a produção estimada é de 44,3 milhões de sacas, ou seja, um acréscimo de 29,4%. Já a quantidade de conilon deverá chegar a 13,7 milhões de sacas, com aumento de 27,9%.

“De acordo com o estudo, o bom resultado deve-se, entre outros motivos, à bienalidade positiva e às boas condições climáticas. No último período de alta bienalidade, que ocorreu em 2016, o País teve uma produção de 51,4 milhões de sacas, considerada até então a maior do País e que deve ser superada pela safra 2018.

Outro motivo para os números positivos seria o avanço do pacote tecnológico neste setor, sobretudo de variedades mais produtivas” – explica a Gerência de Imprensa da Conab, em mensagem à Rede TC de Comunicações.

O maior estado produtor é Minas Gerais, com um total de 30,7 milhões de sacas, sendo 30,4 milhões de arábica e 335,8 mil sacas de conilon. No Espírito Santo, conforme a Conab, o levantamento aponta para “uma produção de 12,8 milhões de sacas, com 8,3 milhões para conilon e 4,5 milhões para o arábica”.

Em Jaguaré e São Mateus, entretanto, entidades que atuam no segmento estimam que a produção deste ano ainda ficará aquém de safras registradas antes da severa crise hídrica que atingiu o Estado nos últimos três anos. Na região, a expectativa é de recuperação acentuada a partir de 2019.

“Em São Paulo, onde só é produzido o café arábica, a quantidade deve chegar a 6,1 milhões de sacas. “A Bahia também apresentou bons resultados, com produção de 2,7 milhões do conilon e 1,8 milhão do arábica”.

A área total, que engloba os cafezais em formação e em produção em todo o País, deve atingir 2,17 milhões de hectares, sendo 287,7 mil em formação e 1,9 milhão de hectares em produção.

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