Centenas de manifestantes birmaneses exigiram hoje uma mudança constitucional que impeça Aung San Suu Kyi de se tornar presidente com o aproximar das eleições legislativas de 2020.
Não podemos aceitar a Constituição, porque não foi escrita por representantes do povo”, disse à multidão o ativista pró-democracia Mya Aye, durante um protesto inédito em Rangum.
A Constituição de Myanmar (antiga Birmânia), que data a época da junta militar, proíbe qualquer cidadão que se tenha casado com um estrangeiro ou que tenha crianças estrangeiras de ser eleito presidente.
Esta cláusula foi criada em particular para impedir a eleição da dissidente Aung San Suu Kyi, que foi casada com um inglês.
Aung San Suu Kyi teve de nomear uma pessoa próxima para a presidência, uma vez que não pode ocupar o cargo.
Esta Constituição remonta a 2008, três anos antes de a junta declarar a sua auto dissolução.
Em 2015, Aung San Suu Kyi venceu as eleições legislativas e o seu partido realizou uma campanha para uma mudança na Constituição para que San Suu Kyi se tornasse presidente.
Durante o fim de semana, militares anunciaram que se oporiam a qualquer tentativa de mudar a Constituição, que também garante às forças armadas o controlo de vários ministérios-chave (Interior e Defesa) e uma quota de um quarto dos deputados.
No início deste mês, a Liga Nacional para a Democracia (NLD), maioritária no Parlamento, relançou a sua campanha para uma mudança na Constituição, criando uma comissão parlamentar dedicada ao assunto.
fonte:noticia ao minuto











