Suspeita de matar o próprio marido, dona de casa ficou com o corpo de Washington Mantovanelli dentro de casa

C.DR
O estoquista de uma loja de eletrodomésticos foi encontrado morto na tarde de ontem, em Guarapari. O corpo de Washington Mantovanelli Gonçalves, 54 anos, estava dentro do banheiro da casa onde ele morava com a mulher, uma dona de casa de 49 anos.
Ela disse aos policiais que dormiu por três dias ao lado do homem, que foi morto com um golpe de faca. A mulher foi encaminhada para a 5ª Delegacia Regional de Guarapari, onde prestou depoimento. Ela é suspeita do assassinato, mas não terá o nome publicado pois, até o fechamento desta edição, não havia sido indiciada.
A polícia chegou até o local depois que colegas de trabalho de Washington passaram a procurar por ele, já que o estoquista não aparecia na empresa desde a última sexta-feira.
Antes, os colegas foram até a casa de Washington e Jurema, no bairro Itapebussu, e foram recebidos pela mulher, que disse calmamente que o marido estava morto no banheiro da casa.
Desesperados, os amigos avisaram a família de Washington e acionaram a Polícia Militar. Os policiais precisaram arrombar a porta para entrar. Dentro da residência, eles encontraram a mulher abraçada ao corpo do marido, no chão do banheiro.
A aposentada Maria do Carmo Mantovanelli, de 68 anos, tia da vítima, esteve no local e disse que desde quinta-feira, a família já estava preocupada com o desaparecimento de Washington. Mas como ele teria voltado a frequentar bares, eles não estranharam o fato.
“Ele chegou a ficar sóbrio por nove anos. Depois, voltou a beber. Os dois gostam de beber e bebiam até cair. Não sei o que aconteceu, temos que esperar a perícia. E ela sempre foi meio perturbada mesmo”, contou a tia da vítima.
A perícia da Polícia Civil constatou que Washington morreu por causa de uma perfuração no ombro esquerdo provocado por uma arma branca.
De acordo com a avaliação inicial dos peritos, o estoquista estava morto no chão do banheiro há pelo menos três dias. Havia sinais de luta corporal no local.
O casal estava junto há mais de quatro anos. De acordo com os policiais, a mulher estava visivelmente transtornada e gritando muito, falando coisas sem sentido para os militares e precisou ser algemada.
O corpo de Washington foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.
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