Motoristas e motoboys utilizam aplicativos para alertar sobre bairros perigosos

Com alerta, profissional tem a opção de oferecer o serviço ou não

Motorista de aplicativo mostra aviso de bairro perigoso no celular, após receber pedido de corrida feito por passageiro. Foto: Fábio Nunes/AT
Motorista de aplicativo mostra aviso de bairro perigoso no celular, após receber pedido de corrida feito por passageiro. Foto: Fábio Nunes/AT

Para poder trabalhar, motoboys de Cariacica criaram um grupo de WhatsApp alertando os locais onde passaram por revistas de traficantes ou foram roubados, como contou um motoboy de 28 anos.

“Em São Benedito (Cariacica) fiz uma entrega de lanche mês passado na rua Costa Brandão. Três criminosos me pararam, exigiram que eu fosse para a parede, jogaram a caixa de lanche no chão, me revistaram e depois mandaram eu ir embora”, contou.

No morro da Caixa, em Padre Gabriel, ele contou que não pode entrar para fazer entregas se não tirar o capacete ou baixar os vidros do carro. “Na nossa lista de locais de assalto também tem Santa Bárbara, Mucuri, Vale da Esperança”.

Um motorista do 99 POP, 44 anos, contou que o aplicativo avisa sobre bairros perigosos. “Se o local de embarque do passageiro ou desembarque é em um bairro perigoso, o aplicativo na hora da chamada da mensagem envia mensagem de área de risco.”

Meses atrás, o motorista diz já ter passado sufoco ao ir deixar um cliente em São Marcos. “Levei-o de Itararé, Vitória, para Cascata, na Serra, mas ele não tinha me avisado que o bairro estava em guerra com São Marcos. Homens armados nos pararam no bairro e ele começou a gritar o nome dele para o identificarem como morador. Com as mãos para cima em rendição, consegui ligar a luz e eles identificaram o morador e eu pude ir embora”.

Sobre o procedimento de revistas de motoristas exigidos por traficantes de bairros e regras como ter de baixar os vidros, o comandante do Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM), coronel Alexandre Ramalho, reforçou o pedido de denúncias para combate mais específico dessas ocorrências.

“Não conseguimos estar presente em todas as comunidades em todos os bairros. Essas questões só ocorrem quando a PM está atendendo uma ocorrência. Recomendamos que o cidadão imediatamente ligue para 190 para não sustentar essas atividades ilegais”.

 

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