O Rio Bananal continua sujo e abandonado, quatro anos após a enchente

“Prefeitura deixa o rio Bananal em situação feia e caótica”.

Próximo de completar quatro anos passados da última enchente que assolou os ribanenses e deixou um rastro de destruição por onde passou, não se houve falar em drenagem, dragagem ou muito menos em limpeza no Rio Bananal e demais  córregos do entorno.

Acende um alerta na cidade partindo dos moradores a beira do riacho, que se o prefeito Felismino Ardizzon(PSB) não tomar providências no que se refere a limpeza dos rio, novas inundações poderão acontecer nas  chuvas de dezembro. Ainda existe o velho ditado:  “É melhor prevenir do que remediar”,  e depois não adianta colocar a culpa na natureza.

Dragagem seria importante?

A ação de uma dragagem é retirar a areia do fundo do rio, dando um fluxo livre às águas que atualmente estão impedidas de circular. A dragagem facilitará o entorno das águas saindo da cidade para facilitar escoamento das águas

Você lembra desse dia?

Fortes Chuvas Dezembro de 2013
Na última terça-feira (17), os rios Bananal, Timirim, Panorama e Bananalzinho transbordaram e alagaram toda a cidade. Em diversos pontos, era possível ver rodovias interditadas e áreas completamente isoladas. De acordo com o prefeito, Edmilson Santo Eliziário, quatro casas foram arrastadas e mais de 250 pessoas estavam desalojadas e foram levadas para ginásios de esportes e quadras que não sofreram com a chuva. “Essa enchente foi impressionante, inundou tudo, nunca vi coisa parecida. Os rios transbordaram e a água chegou a cinco metros de altura”, disse.

Recordar é viver.

A enchente foi considerada a pior dos últimos 34 anos. “Os moradores mais antigos lembram da enchente de 1979, esta é sem dúvidas mais devastadora. Estamos sem contato nenhum e o Centro está debaixo d’água. As portas de vidro das lojas não estão aguentando a pressão, está tudo quebrado e destruído”, contou a coordenadora da Defesa Civil no município.

Orientações
– Em casos de chuvas fortes o mais importante é proteger a sua vida e de seus familiares;

– Encaminhe-se imediatamente para um lugar seguro;

– Fique atento a movimentações de terra. Trincas no chão, inclinação de cercas, postes e árvores podem indicar o início de um deslizamento. Abandone imediatamente sua casa e procure um local seguro;

– Se houver muita infiltração na casa e acontecer rachaduras nas paredes ou escutar algum barulho estranho, abandone sua residência;

– Tenha sempre em mãos os telefones da Defesa Civil de seu município;

– Em caso de emergências, ligue para o Corpo de Bombeiros. O telefone é o 193;

– Evite as áreas alagadas. Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta, podem causar acidentes graves;

– Ao término da enchente, busque orientação da Defesa Civil sobre o retorno para sua residência.

– É necessário limpar os locais atingidos por água e lama;

– Se a sua residência foi destruída durante a enchente, não retorne a construir no mesmo lugar, porque cedo ou tarde ocorrerá um novo desastre.

 

 

Para os especialistas em desastres,os mais pobres são os mais vulneráveis em casos como este. O levantamento do Cred mostra que os países pobres lideram no número de mortes por inundações.

Segundo um relatório de 2009 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) afirma que apenas 11% das pessoas expostas a catástrofes naturais vivem em países pobres, mas que é em países pobres que ocorrem mais de 53% das mortes.

Uma moradora ribeirinha disse que só na época do ex-prefeito Jacinto Casagrande que o rio foi limpo, e de lá pra nunca mais,só fica nas promessas e ninguém faz nada e quando chega as águas é tarde de mais.

Nossa reportagem entrou em contato varias vezes com o secretário de defesa civil e meio ambiente de Rio Bananal mais o secretario não foi localizado para comentar sobre o assunto.

O outro lado

Nossa reportagem conversou com Thayron, responsável pelo Meio Ambiente do município, e ele nos disse que as medidas estão sendo tomadas, pois existem algumas questões jurídicas em andamento.

Redação: Bananal Online

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