Paulo Hartung admite que pode disputar eleição para presidente em 2018

Governador alerta para risco de aventureiros assumirem o poder

O governador Paulo Hartung (PMDB) afirmou que será “pau para toda obra” nas discussões sobre a sucessão presidencial. Disse que não reivindica posições em chapas, mas que está disposto a ajudar a construir um “projeto que faça reformas liberais na economia e, ao mesmo tempo, tenha sensibilidade com a questão social”. Hartung alertou para o risco de a eleição de 2018 ser protagonizada por um aventureiro, o que, para ele, é a grande “pedra no caminho” do país.

Hartung participou ontem do 12º Encontro de Lideranças Empresariais, realizado pela Rede Gazeta, Unimed e Águia Branca, em Pedra Azul, Domingos Martins. Confira os principais pontos do discurso e da entrevista do governador:

LADOS

Precisamos de uma liderança responsável para tirar o Brasil do buraco. Neste momento, não é o que temos. É Bolsonaro de um lado e Lula de outro. E não tenho problema nenhum com Lula. Não vou nunca deixar de falar isso publicamente. Mas o Lula que está aí é o Lula das corporações. Perdendo a classe média, perdendo apoio no empresariado, ele abraçou as corporações. Um líder de corporações num momento em que o país precisa abraçar uma agenda mudancista não é o que vai dar liga.

NO CENTRO

Precismos que o centro da política no Brasil ganhe espaço. Só vejo isso possível se a economia melhorar e se essa melhoria chegar ao povo. E só chega ao povo se aumentar emprego e renda. Se não chegar no Brasil de carne e osso, vamos ter uma eleição radicalizada. Se 2018 não provocar isso, estaremos na mão de uma aventura gravíssima.

DISPOSIÇÃO

Estou cuidando da minha tarefa de governador. Simultaneamente, estou participando como nunca do debate nacional. Sempre fui tímido quanto a isso. Desta vez, por algum motivo, talvez por necessidade, a timidez desapareceu. Se entrar no debate nacional reivindicando posições, não ajuda.

PARTICIPAÇÃO

Estou ‘pau para toda obra’. Se a gente fizer uma chapa boa, eu não estiver nela e precisarem de mim no projeto nacional, eu estarei à disposição. Eu posso estar. Se não estiver, posso estar à disposição para ajudar no projeto nacional.

REVOLUÇÃO

Num tempo em que uma liderança, no meu lugar, estaria usando a crise como desculpa para nada fazer, ouso dizer que este governo que estou liderando, com esse timão ao meu lado, é o melhor do que os outros dois que fiz. Nós estamos fazendo revolução.

CRISE

O Espírito Santo já saiu desta crise doida que estamos vivendo. Nossa carteira de projetos está muito robusta, tanto é que estamos tendo que ampliar a área de licenciamento ambiental para dar vazão aos pedidos. Acho que, quando a gente olha para frente, temos um futuro bom, contratado. O que temos como pedra no caminho é o Brasil. É muito preocupante o que estamos vivendo.

REFORMAS

A ausência de reformas é um entrave. O endividamento do país está crescendo muito rapidamente. Os investidores nacionais estão de olho nesse endividamento. Se isso continuar crescendo exponencialmente, esses investidores se mandam daqui. A retomada só ganha consistência se a gente reformar o país. Temos que debelar a crise fiscal.

REELEIÇÃO?

Lá em abril a gente decide se vou para cá ou para lá. Agora, a hora é de cuidar do Espírito Santo e de ter participação forte no debate nacional.

PARTIDO

Estou conversando. Agora mesmo conversei com Ricardo Ferraço sobre essa questão partidária. Acho que, até o final do ano, faço a migração partidária. Vamos ver (se será para o PSDB). Essa é a conversa.

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