Semana Santa seria época de melhores vendas no ano. Pescadores afirmam que os compradores não adquirem mais os peixes, com medo de contaminação.
escadores que dependem do Rio Doce, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo, reclamam na queda do rendimento na Semana Santa, época que seria o melhor período de vendas no ano.
Eles afirmam que os compradores não adquirem mais os peixes, com medo de contaminação.
A Fundação Renova garante que um parecer técnico da Anvisa mostra que o consumo do pescado do Rio Doce está liberado.
“Não adianta pescar, porque, se pescar, ninguém quer comprar o peixe. Vai fazer dois meses que a sardinha está subindo, mas não adianta pescar, porque não vende”, disse o pescador Domingos Ponches.
Por tradição da Semana Santa, muitas pessoas substituem a carne vermelha por peixe, o que movimentava a vila e proporcionava o melhor período em vendas.
No entanto, não há mais compradores e, quem mora na região, diz que ficou no prejuízo.
“Nós vendíamos cerca de uns R$ 5 mil por mês. Hoje, estou recebendo R$ 1,3 mil da Samarco”, falou a pescadora Edicleia Passos.
Atualmente, a pesca só está proibida na foz do rio, em Regência, que fica a 120 km de Colatina. Mesmo assim, ninguém coloca o barco na água, na região. Por isso, as vendas despencaram.
Uma peixaria de Colatina já teve 15 vendedores e, hoje, são apenas três. Os clientes já chegam perguntando de onde vem o peixe.
“Os clientes não querem mais consumir o peixe de rio, porque eles falam que está contaminado”, contou o pescador Valdomiro Jesus da Rocha.
Para fazer a tradicional torta capixaba, consumida na Semana Santa, os vendedores pegam peixes de longe. “A gente pega em Conceição da Barra, em Guarapari e na Bahia”, falou Valdomiro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/A/T/eN0DrkQVKcakJI4moeQQ/peixenorte.jpg)
Informações G1











