
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram um canabidiol diferente nos frutos e flores da planta nativa brasileira ‘Trema micrantha Blume’. A espécie, encontrada na maioria das regiões do Brasil, é conhecida como ‘candiúva’, dá frutos que alimentam periquitos e não provoca efeitos alucinógenos porque não tem o componente químico tetrahidrocanabinol (THC) presente na cannabis, usada para produzir maconha.
No Brasil, apenas 18 produtos à base de canabidiol estão autorizados para consumo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na maioria dos casos, para tratamentos terminais ou situações clínicas irreversíveis. A pesquisa pode ampliar a possibilidade de uso e ainda reduzir os custos para laboratórios e pacientes.
O coodenador da pesquisa da UFRJ e professor do Instituto de Biologia da universidade, Rodrigo Soares Moura Neto, acredita que a nova descoberta vai ampliar o tratamento de diversas enfermidades e também vai facilitar a liberação do uso no país. “A gente acredita que essa planta pode fornecer material em grande quantidade, purificado, para poder ser usado em estudos científicos precisos e determinar o alcance farmacológico dessa droga em várias doenças”, explica Rodrigo.
O lutador de jiu-jítsu William de Souza Domingues, conhecido como “Mandrake”, sofria com depressão e síndrome do pânico. O atleta só encontrou alívio com um medicamento à base de canabidiol.
“Quando eu tomava antidepressivos, eu era um cara que não tinha sentimentos, frio, que vivia uma vida de plástico. O óleo de CBD ajudou a manter a calma, sem eu precisar procurar ou voltar a tomar os medicamentos que tinham uma série de efeitos colaterais”, conta o lutador.
A pesquisa segue em fase de desenvolvimento e a expectativa é chegar às conclusões, com testes em animais, no prazo de cinco anos.
Fonte: SBT











