Reforma precisa ser votada até 15 de dezembro, diz relator

Arthur Maia diz que se não acontecer, dificilmente será votada no Congresso no ano que

Deputado Arthur de Oliveira Maia
Deputado Arthur de Oliveira Maia / Foto: Divulgação

O presidente Michel Temer se reuniu na noite desta quarta-feira (22) com a base aliada, no Palácio da Alvorada, para discutir a reforma da Previdência. Temer agradeceu a presença de todos e mencionou os encontros com prefeitos e governadores.

O relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentou o novo texto da reforma para esclarecer alguns pontos e garantir os votos dos parlamentares a favor das mudanças nas regras previdenciárias.

Após a apresentação, Maia disse ter feito seu trabalho, ressaltando, no entanto, que não há garantias de que a proposta será aprovada na Câmara, ainda que o texto seja mais enxuto.

– Nada está garantido. Quem dará a palavra final é o plenário da Câmara. Eu cumpri meu papel. Não sou eu que vou garantir a aprovação da PEC.

O deputado afirmou ainda que se a reforma não for aprovada até 15 de dezembro na Câmara, dificilmente será votada no Congresso ano que vem.

Segundo Maia, foram retirados itens que prejudicavam os mais pobres e que o fim dos privilégios foi mantido. Ao mencionar a diferença de regras entre os regimes público e privado, ele afirmou ser um absurdo um juiz, um político e um advogado da União se aposentarem com um salário de R$ 33 mil e o restante da população com R$ 5.531.

O governo quer votar a reforma da Previdência na primeira semana de dezembro. Temer tem como principal aliado nesta batalha o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O vice-líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino, que participou do jantar, disse que os deputados que tomaram conhecimento do texto, perceberam que a reforma está mais palatável do que supunham.

Isso deve facilitar o convencimento – afirmou.

Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a nova proposta vai estabelecer que os trabalhadores terão que ter um tempo mínimo de contribuição de 40 anos para poderem receber o teto da aposentadoria.

O presidente se reuniu nesta quarta-feira com prefeitos e governadores, mas não falou em data para votar a reforma na Câmara, tampouco em quantidade de votos que o governo estima ter. Segundo um auxiliar, o peemedebista não quer definir um prazo para votar a matéria sem que haja uma margem confortável de votos.

Fonte: Gazeta Online

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