Ricardo Ferraço surge como mais uma opção na disputa ao governo do Estado

Depois de três meses de licença e prestes a reassumir o mandato, no dia 8 de março, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) aparece, no mercado político, como mais uma opção do governador Paulo Hartung (MDB) na composição de quadros para as eleições de 2018.

O nome do senador surge como uma solução visando manter as relações do governo com o empresariado, que busca um campo de equilíbrio que poderia ser garantido com Ricardo Ferraço candidato ao governo, caso Paulo Hartung desista da reeleição em 2018.

 A articulação para dobradinha do senador com o deputado estadual Amaro Neto (SD)  para concorrer ao Senado, conforme veio à tona, não seria empecilho para que Hartung o lance candidato como cabeça na composição de nomes para a sucessão estadual, segundo notícias que circulam nos bastidores.

 O mercado analisa que Hartung ainda não tem convicção sobre se disputa a reeleição e considera o fato de que Ricardo Ferraço irá aonde o governador o quiser levar, principalmente em vista de problemas enfrentados em 2017, que resultaram em baixas eleitorais. Em contrapartida, ele conta com o apoio do empresariado do Estado.

 Os empresários tentam evitar uma surpresa que coloque em risco a ruptura do modelo atual e, por isso, apostam na reeleição de Hartung, mas também não rejeitam o nome do ex-governador Renarto Casagrande (PSB), que têm influência na mesma área. Ricardo Ferraço seria a alternartivca da vertente relacionada ao govenador, caso ele desista da reeleição.

 Dono de uma expressiva votação para o Senado nas últimas eleições, alcançando mais de 1,5 milhão de votos, Ricardo Ferraço encontra algumas rejeição nas classes B e C, mas surfa livremente nas classes A e B.

 Com um atuante mandato no Senado Federal, ele se notabilizou por votar favoravelmente ao governo em projejtos considerados impopulares, de interesse do empresariado.

 Com o nome do senador disponibilizado livremente, Hartung se movimenta para sedimentar esse terreno, uma espécie de plano B depois que o apresentador de TV, Luciano Huck, desistiu de disputar a Presidência da República, chapa da qual ele era cotado como vice.

Apesar da disputa à reeleição ter ganhado força depois disso, o governador também articula outras possibilidades e trabalha para neutralizar  prováveis concorrentes, especialmente Casagrande e a senadora Rose de Freias (MDB). Ao mesmo tempo, se recompõe dos estragos provocados pela saída do PSDB do ex-prefeito de Vitória, Luiz  Paulo Vellozo Lucas, filiando-se ao PPS, o que fortalece o ex-governador.

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