Suspeito de matar namorada com fio de celular se apresenta à polícia

Andrielly Mendonça Pereira dos Santos, de 20 anos, foi morta no domingo (4), dentro de casa. Após o crime, vizinhos viram Rubens saindo de casa com a filha da jovem.

Suspeito de matar a namorada Andrielly se apresentou à delegacia nesta sexta-feira, em Vitória (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Suspeito de matar a namorada Andrielly se apresentou à delegacia nesta sexta-feira, em Vitória (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

O namorado da jovem Andrielly Mendonça Pereira dos Santos, de 20 anos, morta com um fio de carregador de celular, se apresentou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa nesta sexta-feira (9). Rubens Almeida Dias Júnior é o principal suspeito do crime e estava foragido.

Andrielly foi encontrada neste domingo (4), com um corte no pescoço. O suspeito teria usado um fio de carregador de celular para matá-la. Após o crime, vizinhos viram o namorado de Andrielly saindo de casa levando a filha dela. A criança está na casa do avô.

Na manhã de terça-feira (6), um carro foi apreendido em Rio Marinho, em Cariacica. Segundo a polícia, o veículo seria de Rubens. O carro estava estacionado na frente de casa de parentes de Rubens e passou por perícia.

Suspeito se apresentou à DHPP nesta sexta-feira (9) (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)

Suspeito se apresentou à DHPP nesta sexta-feira (9) (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)
Suspeito se apresentou à DHPP nesta sexta-feira (9) (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)

Crime

Os dois estavam morando juntos no bairro há cerca de três meses, junto com a filha de Andrielly, uma menina de três anos. Uma vizinha, que preferiu não se identificar, contou que foi acordada por causa de uma discussão do casal por volta de 1h.

“Eu cheguei na janela e ouvi ela dizendo ‘você vai fazer comigo o mesmo que você fez com’ e não chegou a terminar a frase, provavelmente foi nessa hora que ele enforcou ela com o carregador. Depois não ouvi mais nada”, contou.

A vizinha contou que o casal discutia bastante, mas que nunca havia ouvido uma briga mais grave.

“Eu escutei uns três socos bem fortes, não sei se era ele jogando o corpo dela, ou o que poderia ser. Antes mesmo de ele fugir, uma outra vizinha nossa chamou a polícia, mas a viatura chegou só depois que ele fugiu. Depois já chegou o Samu e o Rabecão”, lembrou.

A informação de que foi usado um fio de carregador de celular no crime consta no laudo do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.

Andrielly foi encontrada morta com um corte no pescoço, em Vila Velha (Foto: Reprodução/Facebook)
Andrielly foi encontrada morta com um corte no pescoço, em Vila Velha (Foto: Reprodução/Facebook)

Mensagens

O pai de Andrielly, Anderson Pereira dos Santos, contou que falou com o rapaz por volta das 6h do domingo (4), antes mesmo de saber da morte da filha.

“Eu trabalhei a noite inteira. Por volta de umas 6h, vi que ele estava online no Whatsapp e mandei uma mensagem ‘vai dormir, rapaz’. Poucos minutos depois, me ligaram para falar que a minha filha tinha morrido”, contou.

Mesmo depois de saber do crime, o pai continuou conversando com o jovem para tentar descobrir informações sobre a neta e também sobre a localização dele. Nas mensagens, ele negou que tinha a intenção de matar a vítima.

O pai de Andrielly contou que nunca havia presenciado uma briga do casal. “Não tenho a menor ideia do que aconteceu, eles não eram de brigar. Aconteceu algo que fugiu do controle, isso é certo. Os dois haviam bebido. Pra saber direito, só depois de pegar ele e das investigações. Eu quero justiça”, falou o pai.

Mensagens trocadas entre o pai de Andrielly e o suspeito do crime (Foto: Luciney Araujo/TV Gazeta)
Mensagens trocadas entre o pai de Andrielly e o suspeito do crime (Foto: Luciney Araujo/TV Gazeta)

Mandado de prisão em aberto

O pai de Andrielly contou que o companheiro da filha tinha um mandado de prisão em aberto por causa de um crime cometido contra a ex-mulher dele.

“A ex-mulher dele não queria deixar ele ver o filho dele, então ele atirou na porta dela. Por causa disso, eles ficaram cerca de um mês em Minas Gerais, para fugir dessa acusação, e tinham voltado há pouco tempo para cá”, contou o pai de Andrielly.

Informações G1

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