Uma tiktoker de Belo Horizonte procurou a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos nesta sexta-feira (21) para denunciar um usuário que a persegue pela plataforma nas últimas semanas. Arlinda Lima, 35, conta que o homem, de nacionalidade italiana, invade suas lives para difamá-la com mensagens de cunho racista e sexista.
Ao BHAZ, Arlinda disse que trabalha como streamer há mais de 2 anos depois de ser contratada por uma agência. Na rede social, ela soma mais de 80 mil seguidores e as transmissões atingem cerca de 30 mil espectadores simultâneos, estes que podem contribuir com o trabalho dela por meio de incentivos financeiros.
“Esse perfil entrou na minha live e passou a frequentar diariamente. Ele também fazia contribuições financeiras grandes. Coloquei ele como moderador, fomos criando uma amizade, até eu perceber comportamentos obsessivos dele, de querer controlar minhas roupas, perguntar o que eu estava fazendo”, conta Arlinda.
‘Um estranho controlando a minha vida’
Com medo, a tiktoker passou a restringir o acesso do homem às suas lives, o que não foi bem aceito por ele. Ela conta que o homem já chegou a ameaçá-la por diversos números diferentes no WhatsApp, dizendo saber onde ela mora.
“Ele fala que vai provar pro Brasil que eu sou uma prostituta, que eu vendo nudes por dinheiro. Se referiu à minha parte íntima como ‘sapo roxo’, me constrangendo diante de vários amigos meus. Ele chamou outros doadores e disse que eu sou maléfica e do mal, o que diminuiu cerca de 90% meus ganhos financeiros na plataforma”, relata ela.
Além de ter o “ganha pão” prejudicado pelo homem, Arlinda ainda conta que tem convivido diariamente com o medo. Ao BHAZ, a streamer conta que tem evitado sair de casa, além de também temer pela segurança das filhas crianças.
“Fiquei muito constrangida, dei crise de ansiedade, em uma das lives ele fala que não teme a Justiça brasileira. Foi por esse motivo que eu acionei a Justiça e pedi ajuda, porque tem um estranho controlando a minha vida”, lamenta.
“Esse homem tem vários perfis, mas a identificação dele se consuma pelo fato de que, além das fotos dele nas redes sociais, ele já fez doação pra ela através do TikTok. Quando essa doação acontece, é cadastrado do PayPal o cartão da pessoa e, através disso, conseguimos identificar o nome dele”, Gilberto Silva, advogado da vítima.
Arlinda registrou uma ocorrência policial contra o homem na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, localizada no bairro Santa Efigênia, na região Centro Sul de Belo Horizonte. Caso seja localizado e indiciado, o homem poderá responder pelos crimes de ameaça, racismo, calúnia, difamação, ciberstalking e uso indevido da imagem.
Fonte: BHAZ











