Vitória registra seis mortes e 122 casos suspeitos de supergripe

O inverno ainda nem chegou mas a supergripe está vindo com tudo

Medicamento utilizado em casos suspeitos de supergripe (Foto: Leonardo Bicalho/AT)

O inverno ainda nem chegou e a Grande Vitória já registra seis mortes e 122 casos suspeitos de supergripe. Em Vitória, há 12 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aguardando resultados e duas mortes confirmadas. Na Serra, 54 casos de supergripe estão em investigação, com um óbito confirmado.

Em Cariacica, são seis casos de SRAG em investigação e dois óbitos confirmados. Já em Vila Velha, 50 casos suspeitos da doença estão sendo investigados e uma morte foi confirmada.

Entre as vítimas fatais em Vila Velha, está a universitária Daiana Cristina Dias de Medeiros, de 24 anos. A jovem morreu no último dia 1º, na Praia da Costa, cinco dias após apresentar sintomas de gripe. Ela estava internada em um hospital particular do município.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Vitória, Tatiane Comerio, ressaltou que as duas mortes na capital ocorreram este mês. Sobre dados dos pacientes, ela enfatizou que não são divulgados.

Escolas

Em uma escola particular na Grande Vitória, pais ficaram desesperados depois que um aluno apresentou um quadro de gripe forte e chegou a ficar internado com suspeita de supergripe.

Dias depois, seis crianças também ficaram gripadas e procuraram atendimento médico. Duas estão tomando Tamiflu.

Para a reportagem, a direção da escola garantiu, ontem, que, após conversar com a Vigilância Epidemiológica, foi esclarecido que houve uma investigação e foi diagnosticado que o aluno teve uma crise asmática.

Quanto às outras duas crianças que estão tomando Tamiflu, a direção informou que foram prescritos pelos médicos como precaução.

Tanto os pais ouvidos pela reportagem como a escola pediram para que os nomes não fossem divulgados para preservar as crianças e evitar alarde. O colégio diz que colocou álcool em gel em todas as salas.

O pediatra e vice-corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), Celso Murad, disse que, a partir do momento em que o paciente apresentar sintomas, especialmente dificuldade respiratória e cansaço, e uma evolução que não é o comum de quadro gripal, por medida de segurança. tem de ter acesso à medicação. “É melhor pecar por excesso do que por falta”.

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