VOCÊ VAI FICAR ASSOMBRADO QUANDO SOUBER O VALOR DO VINHO MAIS CARO DO MUNDO

Com o fim do ano chegando, um item “coringa” do qual podemos lançar mão para presentear o anfitrião de um jantar natalino ou aquela pessoa de gosto mais refinado, por exemplo, é uma bela garrafa de vinho, certo? No entanto, deve haver um limite de valor que você está disposto a investir em um mimo etílico, mesmo que o presenteado seja você mesmo. Pois a garrafa da qual vamos falar é para bem poucos, já que se trata da mais cara do planeta!

Aliás, aproveitando que estamos tratando do vinho mais caro do mundo, você tem algum palpite sobre a sua procedência? FrançaItáliaCalifórniaEspanha? Se você chutou nesse último país, começou bastante bem, mas é provável que você nunca tenha ouvido falar da localidade onde a bebida é produzida: Las Pedroñeras, uma cidadezinha com menos de 7 mil habitantes e que fica vizinha a Cuenca, localidade que, por sai vez conta com pouco mais de 55 mil habitantes e fica na região de Castilla-La Mancha, na parte central do país.

Para poucos

Você deve estar querendo saber quanto, afinal, custa a bendita bebina, não é mesmo? Segundo Paz Álvarez, do El País, o vinho em questão se chama AurumRed e cada garrafa da série ouro pode passar dos 25 mil euros (perto de R$ 98 mil) na Espanha – e já aconteceu de ela custar de mais de US$ 45 mil (perto de R$ 152 mil!) nos EUA. Agora você deve estar se perguntando o motivo de esse produto ser tão extraordinariamente caro e se tem algum louco que desembolsa tamanha fortuna em uma bebida, certo?

Vinho mais caro do mundoOlha o Hilario – que deve estar levando uma vida hilariante de boa (El Mundo/Ángel Navarrete)

De acordo com Paz, a bodega AurumRed foi fundada por um homem chamado Hilario García, um cara que se dedicava a prestar assessorias a empresas até sofrer um problema grave de saúde em 2004, e ter que se afastar de suas funções. Na época, ele acabou recorrendo a um tratamento que estava começando a ser desenvolvido em uma clínica de Madri e que envolvia o uso do ozônio.

A terapia deu certo e, como se tratava de uma novidade, Hilario decidiu saber mais sobre qual era a das câmaras de ozônio. Ele acabou montando um laboratório e várias clínicas e, entre um experimento e outro, acabou descobrindo que o tratamento não só podia ser aplicado ara tratar enfermidades humanas e de animais, mas também para controlar pragas em plantas – entre elas, as videiras.

Oportunidade etílica

Então, em 2009, Hilario deu início ao projeto envolvendo a vinícola, cujo objetivo inicial nem era desenvolver o “vinho mais caro do mundo”, mas sim bebidas mais saudáveis e de sabor equilibrado. Assim, depois de fazer uma porção de pesquisas, o espanhol encontrou em Las Pedroñeras o solo ideal – com a combinação certa de cal, minerais e argila – para plantar uvas das variedades cabernet sauvignon, sauvignon blanc e cencibel (ou tempranillo, como é mais conhecida na Espanha).

Série ouro do AurumRed Série ouro do AurumRed (Wine Searcher/Hilario García)

E onde entra o ozônio nessa história? A água usada para irrigar os vinhedos é tratada e enriquecida com essa substância. Mas não é só isso: na hora da poda, as plantas não podem ser feridas, e essa atividade é realizada em dias especificamente definidos. Além disso, o local onde o vinho é produzido é completamente esterilizado com ozônio também para, assim, evitar a contaminação de agentes externos e permitir que a bebida envelheça em equilíbrio até o momento de ser engarrafada.

Com relação ao “precinho”, Hilario explicou que quem determina o valor é o mercado e não ele – e disse que não faltam clientes dispostos a desembolsar verdadeiras fortunas por uma de suas garrafas. No caso da série ouro do AurumRed, anualmente são lançadas no mercado 300 garrafas, das quais 150 são reservadas a compradores fixos e as outras 150 ficam guardadas caso algum cliente deseje adquirir essa safra específica em outra ocasião, uma vez que, devido à forma como o vinho é produzido, ele envelhece, mas não avinagra.

A Espanha fica 30% da produção, e o restante e comercializado no resto do mundo. Ademais, existe também a série prata do AurumRed, cuja produção anual é de 6 mil garrafas – das quais a metade também é guardada, como ocorre com as unidades da série ouro. Esses vinhos são bem mais baratos (só que não!), indo ao mercado por algo em torno de 1,2 mil euros, isto é, pouco mais de R$ 4,6 mil. Uma pechincha se comparado à variedade mais requintada da bodega.

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